Ecoporanga, Napp, Dilma Solange & Martins, Ubirajara Ribeiro, 2006

Napp, Dilma Solange & Martins, Ubirajara Ribeiro, 2006, Novos Táxons Sul- Americanos De Compsocerini (Coleoptera, Cerambycidae), Papéis Avulsos de Zoologia 46 (22), pp. 245-250: 245-250

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http://doi.org/ 10.1590/S0031-10492006002200001

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http://treatment.plazi.org/id/EF3E87BA-2D1D-3661-FC6D-FAF9B560D2EC

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Carolina

scientific name

Ecoporanga
status

gen. nov.

Ecoporanga   gen. nov.

Compsocerini Thomson, 1864 é   , até o momen- Etimologia. Tupi, ecoporanga = beleza. to, exclusivamente sul-americana e inclui 23 gêneros (Monné, 2005; Napp & Martins, 2006). Neste traba- Espécie-tipo, Ecoporanga achira   sp. nov. lho, com base em material proveniente da Bolívia, são acrescidos à tribo um novo gênero e quatro novas es- Fêmea. Fronte pouco mais larga que longa, declive. Tupécies. bérculos anteníferos um pouco projetados, arredonda-

De acordo com Wappes (American Coleoptera   dos no topo. Olhos com granulação fina, bem desen- Museum, San Antonio, ACMS), holótipos do material volvidos; lobos inferiores proeminentes, ocupam toda boliviano devem ser depositados no Museo de Historia a região lateral da cabeça; faixa de ligação entre os lobos Natural Noel Kempff Mercado, Santa Cruz ( MNKM) e com 7-8 omatídios, mais larga que um lobo superior; outros exemplares pertencem ao Museu de Zoologia , lobos superiores com cinco fileiras de omatídios, tão Universidade de São Paulo, São Paulo ( MZSP) e Depar- afastados entre si quanto o triplo da largura de um lobo. tamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Área malar com cerca da metade da largura do lobo ocu- delga-  

Curitiba (DZUP)   . lar inferior, arredondadas no ápice. Mandíbulas 1 Contribuição nº 1671 do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná.

2 Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná. Caixa Postal 19020, 81531-980, Curitiba, PR   , Brasil.

3 Museu de Zoologia , Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42494-970, CEP 04218 View Materials -970, São Paulo, SP, Brasil.  

4 Pesquisador do CNPq.

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das, triangulares, não angulosas e aguçadas no ápice. O novo gênero assemelha-se também a Chariergus Artículo   apical dos palpos maxilares e labiais evidente- White, 1855, pelos palpos securiformes, lobos oculares mente securiformes. inferiores bem desenvolvidos, protórax subarredondado

Antenas filiformes, com 11 artículos, sem carenas, nos lados e mais largo na base, antenas sem tufos de ultrapassam o ápice elitral em cerca de dois artículos. pêlos e élitros grossa e densamente pontuados em toda Escapo cilíndrico, sem depressão basal, quase tão longo a superfície. Ao contrário de Ecoporanga   , Chariergus   aprequanto um terço do comprimento do antenômero III. senta lobos oculares superiores mais largos que a faixa Antenômeros III-XI cilíndricos, não dilatados nos ápi- de ligação entre os lobos; protórax mais longo que largo ces, com espículo pouco conspícuo no ápice interno dos com a maior largura após o meio; processo mesosternal III-IV. Antenômero III mais longo que o XI; os de- triangular; fêmures gradualmente clavados; mais com comprimentos subiguais, mais curtos que o metafêmures, nas fêmeas, ultrapassam o ápice elitral em III, VIII-X decrescentes. um quinto de seu comprimento e o sétimo tergito das

Protórax pouco mais longo que largo, arredonda- fêmeas, provido de escova de pêlos avermelhados, londo aos lados, a maior largura logo após o meio. Pronoto gos e sedosos, curvados para baixo e para frente (Napp algo convexo, sem gibosidades. Cavidades coxais anteri- & Reynaud, 1999: 288, fig. 33). ores fortemente angulosas aos lados, largamente abertas atrás. Processo prosternal triangular, estreito entre as procoxas. Processo mesosternal com cerca de dois terços Ecoporanga achira   sp. nov. da largura da mesocoxa, subparalelo nos lados, com ( Fig. 1 View FIGURAS 1-4 ) entalhe mediano no ápice para encaixe da projeção anterior do metasterno. Cavidades coxais médias abertas nos Fêmea. Cabeça, protórax, escutelo, mesosterno e perlados. Pro- e mesocoxas globosas, um pouco proemi- nas, alaranjados. Antenas com o escapo, pedicelo e nentes, mais evidentemente as anteriores. antenômero III alaranjados, os seguintes progressiva-

Pernas delgadas. Fêmures cilíndricos, abas apicais mente mais acastanhados, os VIII-XI castanhos. arredondadas; metafêmures não atingem o ápice elitral. Élitros azul-violáceo-escuros, com brilho metálico. Tíbias cilíndricas, sem carenas. Esporões tibiais curtos, Metasterno e urosternitos negros com brilho o interno pouco mais longo. Metatarsômero I tão lon- esverdeado-metálico. go quanto II+III. Cabeça brilhante, com pontos rasos mais aparen-

Urotergito VII sem escova de pêlos. Urosternito tes na fronte e pubescência alaranjada pouco aparente. VII, parcialmente exposto, quadrangular. Escapo quase liso, com pubescência curta, muito

esparsa. Escapo, pedicelo e antenômeros III-V(VI) com Discussão. Entre os gêneros de Compsocerini   em que cerdas alaranjadas, longas e abundantes na face inferior; as fêmeas não apresentam escova no pigídio, Ecoporanga III-IV   com pontuação muito fina e muito rasa, com gen. nov., tem alguns caracteres em comum com pubescência alaranjada pouco densa; demais com Chaetosopus Napp & Martins, 1988   : artículo apical dos pubescência muito curta, mais aparente para os distais. palpos securiforme; olhos bem desenvolvidos com a Pronoto brilhante, sem pontos, com pubescência faixa de ligação entre lobos mais larga que o lobo supe- alaranjada. Lados do protórax e prosterno praticamente rior; antenas e tíbias sem carenas; escapo cilíndrico sem lisos, subglabros. Metasterno e urosternitos com depressão basal e élitros com colorido metálico. O novo pubescência branco-amarelada, contrastante com o gênero diferencia-se prontamente de Chaetosopus   : 1) an- tegumento escuro. Urosternito V amplamente arredontenas sem tufos de pêlos; 2) protórax arredondado nos dado no ápice. lados, mais largo na base do que na margem anterior e Escutelo com pubescência alaranjada e esparsa. pronoto convexo; 3) processo intercoxal do mesosterno Élitros subopacos, estreitos e subparalelos aos lados; tão largo quanto dois terços de uma coxa média, com os com pontuação grossa, profunda e muito densa em lados paralelos e ápice com entalhe mediano; 4) fêmures toda a superfície e cerdas alaranjadas semi-eretas, muito delgados e cilíndricos. Em Chaetosopus   , as antenas têm esparsas em toda a superfície. tufo de pêlos no terço apical do antenômero III e a base Fêmures e tíbias brilhantes, sem pubescência, com do IV; o protórax tem lados subparalelos e pouco mais cerdas alaranjadas, longas e esparsas, mais densas na face largo na margem anterior do que na base e o pronoto é inferior das tíbias. aplanado; o processo mesosternal é triangular, afilado entre as mesocoxas e os fêmures são mais robustos e Dimensões, em mm, fêmea. Comprimento total, clavados. 7,2-8,1; comprimento do protórax, 1,3-1,5; largura do

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protórax, 1,2-1,4; comprimento do élitro, 5,3-6,0; largu- atingem o início da curvatura apical dos élitros. Tíbias ra umeral, 1,5-1,7. deprimidas com pontuação e pilosidade esparsas.

Metatarsômero I tão longo quanto os dois seguintes Material-tipo. Holótipo fêmea, da Bolívia, Santa Cruz: somados. Achira (6-8 km N, road to Amboró), 17-20.XI.2003, Morris, Nearns & Wappes col. ( MNKM). Parátipo fê- Fêmea. Semelhante ao macho. Prosterno sem pontuamea da Bolívia, Santa Cruz: Hotel Flora & Fauna ção sexual. Pubescência e pilosidade da face ventral do (350 m), 21.XI.2003, Nearns, Morris & Wappes col. corpo bem evidentes e contrastantes com o colorido ( ACMS). escuro do tegumento. Antenas quase alcançam o ápice  

dos élitros; antenômeros III-VII negros, VIII-XI bran-

co-amarelados; antenômeros distais um pouco

Dilocerus brunneus   sp. nov. projetados no ápice externo; III pouco mais curto que o

( Fig. 2 View FIGURAS 1-4 ) XI.

Macho. Tegumento negro a castanho-escuro, os Dimensões, em mm, macho/fêmea. Comprimento total urosternitos mais claros. Antenômeros VII-VIII casta- 12,7/15,2; comprimento do protórax 2,5/2,7; largura nho-claros, os IX-XI branco-amarelados. Élitros do protórax 2,5/2,7; comprimento do élitro 9,5/11,5; testáceos. largura umeral 3,3/3,8.

Cabeça subglabra, brilhante, com pontos finos e rasos na fronte. Material-tipo. Holótipo macho da BOLÍVIA, Santa

Antenas ultrapassam o ápice elitral em dois artícu- Cruz: Achira (5 km N, 5800 pés), 20.XI.2003, Nearns, los. Escapo com pontos finos e densos, com pubescência Morris & Wappes col. (MNKM). Parátipos fêmea, com castanha pouco conspícua e cerdas esparsas. a mesma procedência do holótipo, exceto: Achira (4-5 km Antenômeros III-VI finamente pontuados com N, road to Amboró), 12-13.X.2000, Wappes & Dozier pubescência castanha e cerdas castanhas abundantes na col. (ACMS); Achira (4-6 km N, 5400-5800 pés), Wappes, face inferior; VII-XI finamente pubescentes, opacos. Morris & Nearns col. (MZSP). Antenômeros III-IV os mais curtos, tão longos quanto o escapo e cerca de um terço mais curtos que os V-VII Discussão. Dilocerus Napp, 1980   , incluía única espécie, e o XI. D. marinonii Napp, 1980   descrita da Argentina (Jujuy)

Protórax subopaco, tão largo quanto longo, e da Bolívia (Cochabamba) (Napp, 1980). A nova esbituberculado nos lados: um tubérculo mediano, pou- pécie distingue-se de D. marinonii   pelo colorido negro co projetado, e outro, pouco menos manifesto, logo do corpo e dos apêndices e pelos élitros testáceos após a constrição anterior. Pronoto subplano, finamente com pubescência pouco aparente. Em D. marinonii   , o estriado em toda a superfície com pontos muito corpo (inclusive urosternitos) e os apêndices são esparsos entremeados, exceto em estreita faixa longitu- alaranjados e os élitros têm colorido metálico verde a dinal, mediana, lisa; pubescência inaparente e algumas verde-azulado com pubescência esbranquiçada bem cerdas laterais longas e eretas. Lados do protórax quase aparente. impontuados, com pubescência muito esparsa. Prosterno opaco, com duas grandes áreas deprimidas e subcontíguas de pontuação sexual formada por pontos Ethemon iuba   sp. nov. grossos, densos a confluentes; pubescência e longos pêlos ( Fig. 3 View FIGURAS 1-4 ) brancos e sedosos, bem aparentes. Mesosterno, metasterno e urosternitos brilhantes, com pubescência Etimologia. Tupi: iuba = amarelo. esbranquiçada nas regiões laterais e pêlos longos, esbranquiçados, mais aparentes no disco dos Macho. Tegumento unicolor, alaranjado; élitros mais urosternitos. Urosternito V arredondado no ápice. claros pelo denso revestimento de pubescência

Élitros opacos, com pontos finos muito rasos e esbranquiçada, sedosa, com discreta iridescência pouco aparentes e cerdas alaranjadas, esparsas, em toda esverdeada. a superfície. Cabeça subglabra, com pontos finos, rasos e mui-

Pernas brilhantes. Fêmures com pontos finos e to esparsos. Área malar tão longa quanto a maior largurasos, com pubescência castanho-amarelada pouco apa- ra do lobo ocular inferior. Mandíbulas robustas, moderente e cerdas esparsas em toda a superfície.Metafêmures radamente projetadas, não angulosas no terço apical.

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Antenas ultrapassam o ápice elitral em quatro artí- cuas. De E. basale (Burmeister, 1865)   e E. imbasale   culos; carenas praticamente inconspícuas. Escapo com Tippmann, 1960, que também ocorrem na Bolívia, e de pontos finos, rasos e pubescência alaranjada, esparsos. E. weiseri Bruch, 1926 e   E. brevicornis Napp & Reynaud, Antenômeros III-VI   muito finamente corrugados com 1998, registradas só para a Argentina, difere, ainda, pelo pubescência alaranjada bem aparente e cerdas alaranjadas tubérculo látero-mediano do protórax bem projetado e na face inferior, abundantes nos III-V; VII-XI fina e algo aguçado; naquelas espécies o tubérculo é arredondensamente pubescentes. Antenômero III quase duas dado e pouco projetado. A conformação do protórax da vezes tão longo quanto o escapo e cerca de um quinto nova espécie é semelhante à de E. lepidum Thomson   , mais longo que o XI que é fracamente apendiculado; 1864 (Napp, 1979; Napp & Reynaud, 1998). IV-VII com comprimentos subiguais e VIII-X com comprimentos decrescentes.

Protórax mais largo que longo, com tubérculo Rierguscha florida   sp. nov. látero-mediano bem projetado e algo aguçado, sem tu- ( Fig. 4 View FIGURAS 1-4 ) bérculo látero-anterior; fortemente constrito próximo à margem anterior, com projeção lateral à frente da Etimologia. O epíteto corresponde ao nome da localiconstrição. Pronoto com quatro gibosidades, as posteri- dade-tipo. ores mais evidentes; brilhante, com pontos finos rasos e muito esparsos e pubescência alaranjada pouco apa- Macho. Tegumento negro a castanho-escuro, exceto: rente, mais concentrada na base e nas regiões laterais, élitros testáceos; antenômeros VI-VIII castanhos e estas com raras cerdas alaranjadas, longas e eretas. Lados IX-XI branco-amarelados. do protórax subopacos com pubescência pouco mais Cabeça brilhante, fina e densamente pontuada; densa do que no pronoto. Prosterno brilhante, glabro, pubescência inaparente. sem pontos, finamente estriado. Meso- e metasterno Antenas ultrapassam o ápice elitral em três a quabrilhantes, com pontos finos muito esparsos e tro artículos. Escapo com pontos finos, gradualmente pubescência amarelo-esbranquiçada mais concentrada nas esparsos para o ápice e pilosidade castanha. Antenômeros regiões laterais do metasterno. Urosternitos com III-V(VI) fina e densamente pontuados com pilosidade amarelo-esbranquiçada, longa e deitada, mo- pubescência castanha densa e cerdas na face inferior mais deradamente densa e algumas cerdas eretas no disco; abundantes nos III-IV; VII-XI finamente pubescentes. urosternito V transverso, truncado no ápice; VI parcial- Antenômero III o mais longo, com quase o dobro do mente visível com ápice truncado. comprimento do escapo e pouco mais longo que o XI;

Escutelo com pubescência amarelada, densa. os demais com comprimentos subiguais, VIII-X de- Élitros opacos, revestidos por pubescência amarelo- crescentes. esbranquiçada, curta, sedosa e muito densa, oblitera o Protórax mais longo que largo, discretamente protegumento. Lados paralelos até os ápices que são ampla- jetado em tubérculo látero-mediano pequeno, distintamente arredondados e inermes. mente constrito à frente e atrás. Pronoto e lados do

Fêmures com pontuação fina, rasa e esparsa; protórax opacos, muito fina e densamente pontuados pilosidade alaranjada conspícua. Metatarsômero I cerca com pilosidade castanha, deitada, pouco aparente; de um quarto mais curto que II + III. pronoto sem gibosidades. Prosterno brilhante,

subglabro, finamente estriado em toda a superfície. Dimensões, mm, macho. Comprimento total, 11,3; Mesosterno, metasterno e urosternitos brilhantes, quacomprimento do protórax, 2,0; largura do protórax, se sem pontos, com pubescência esbranquiçada, 2,3; comprimento do élitro, 8,3; largura umeral, 2,7. contrastante com o tegumento escuro, mais aparente

nas regiões laterais; disco dos urosternitos com pêlos Material-tipo. Holótipo macho da Bolívia, Cochabamba: longos, esbranquiçados, eretos e esparsos. Urosternito Carrasco (Siberia, La Fortaleza, 1650 m), I.1964, sem V nitidamente transverso, truncado no ápice; apenas a dados de coletor ( MZSP). região apical do VI visível, discretamente sinuoso no  

ápice. Discussão. Ethemon iuba   sp. nov. diferencia-se pronta- Élitros opacos, com pontuação muito fina e rasa, mente das demais espécies conhecidas do gênero pelo quase inconspícua, e pubescência alaranjada, deitada e colorido alaranjado, unicolor, do corpo e dos apêndices; densa. pelos élitros com pubescência densa que oblitera o Fêmures brilhantes, com pontuação fina e rasa, tegumento e pelas antenas com carenas pouco conspí- mais densa a corrugada no pedúnculo; pubescência cas-

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tanha aparente. Metafêmures atingem o ápice elitral. Tí- RESUMO

bias deprimidas, opacas, sem pubescência, com cerdas

castanhas mais densas na face inferior. Metatarsômero I Novos táxons sul-americanos de Compsocerini   apenas mais curto que II + III. ( Coleoptera   , Cerambycidae   ). Um novo gênero e quatro novas espécies, todos provenientes da Bolívia, são descritos em Fêmea. Semelhante ao macho. Antenas ultrapassam o Compsocerini   : Ecoporanga   gen. nov., espécie-tipo E. achira   ápice elitral em 2,5 artículos; pilosidade bem mais abun- sp. nov., Dilocerus brunneus   sp. nov., Rierguscha florida   dante do que no macho; antenômero III pouco mais sp. nov., procedentes de Santa Cruz e Ethemon iuba   sp. nov. curto que o dobro do comprimento do escapo e cerca de proveniente de Cochabamba.

um terço mais longo que o XI. Protórax com o tubércu-

lo mediano e as constrições anterior e posterior mais PALAVRAS- CHAVE: Bolívia; Cerambycinae   ; Compsocerini   ; manifestas e pouco projetado aos lados logo após a Neotropical; taxonomia.

constrição anterior. Metafêmures alcançam o início da

curvatura apical dos élitros.

AGRADECIMENTOS

Dimensões, em mm, macho/fêmea. Comprimento

total, 8,7-14,8/12,0; comprimento do protórax, A James Wappes pela remessa de material para 1,7-2,7/2,1; largura do protórax, 1,2-2,2/1,7; compri- estudo; a Robin Clarke pela doação de espécimes para o mento do élitro, 6,3-10,5/8,7. Museu de Zoologia e para o Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná ; a Albino M. Material-tipo. Holótipo macho da Bolívia, Santa Cruz, Sakakibara ( DZUP) pela confecção das fotografias   .

Provincia Florida (5,5 km NE of Achira, 1800 m),

25.II.2004, sem dados de coletor (exemplar coletado

em “Bicoquin area; Subtropical Forest; flying to fresh REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

cut trees”) (MZSP, doação de R. Clarke). Parátipos: fê-

mea, com os mesmos dados do holótipo (MZSP); Monné, M.A. 2005. Catalogue of the Cerambycidae   ( Coleoptera   ) macho, 5 fêmeas, Santa Cruz, Achira (4-5 km N, Road of the Neotropical Region. Part I. Subfamily Cerambycinae   . Zootaxa, 946:1-765.

to Amboró), 12-13.X.2000, Wappes & Dozier col.

Napp, D.S. 1979. Revisão do gênero Ethemon Thomson, 1864   (ACMS); macho, fêmea, ditto (MZSP), fêmea, ditto ( Coleoptera   , Cerambycidae   ). Revista Brasileira de Biologia, (DZUP); macho, Santa Cruz, Buena Vista (near Hotel 39(4):901-917.

Flora & Fauna (350 m), 21.XI.2003, Nearns, Morris & Napp, D.S. 1980. Dilocerus marinonii   , gen. n., sp. n. de Compsocerini Wappes   col. (DZUP). ( Coleoptera   , Cerambycidae   ). Revista Brasileira de Entomologia, 24(3/4):193-196.

Napp, D.S. & Reynaud, D.T. 1998. New species of Chariergus Discussão.   Rierguscha florida   sp. nov. distingue-se de White and Ethemon Thomson   ( Coleoptera   , Cerambycidae   , R. bicolor Viana, 1970 e   R. viridipennis (Bruch, 1925)   , pelo Compsocerini   ). Insecta Mundi  , 12(1-2):155-159.

colorido negro do corpo e dos apêndices e pelos élitros Napp, D. S. & Reynaud, D.T. 1999. Revisão dos gêneros Chariergus   testáceos, sem brilho metálico. Em R. bicolor   , cabeça, es- White, Rierguscha Viana   e descrição de Allopeba   gen. n. ( Coleoptera   , Cerambycidae   , Compsocerini   ). Revista Brasileira capo, protórax e clava dos fêmures são vermelho- de Zoologia, 16(supl.1):279-304.

alaranjados e os élitros têm colorido verde-metálico. Napp, D.S. & Martins, U.R. 2006. Notas e descrições de novos R. viridipennis   também apresenta o corpo e apêndices cas- táxons em Cerambycinae   neotropicais ( Coleoptera   , tanhos, mas os élitros têm colorido verde-metálico, são Cerambycidae   ). Papéis Avulsos de Zoologia, 46(4):31-42.

microcorrugados e revestidos por pubescência branca,

sedosa

e muito densa, quase oblitera o tegumento, as- Recebido em: 14.11.200 6 Aceito em: 08.12.200 6 sim como o pronoto e os lados do protórax (Napp &

Reynaud, 1999).

MZSP

Sao Paulo, Museu de Zoologia da Universidade de Sao Paulo

V

Royal British Columbia Museum - Herbarium

VI

Mykotektet, National Veterinary Institute

DZUP

Universidade Federal do Parana, Colecao de Entomologia Pe. Jesus Santiago Moure