Chenopodium murale L.

Anonymous, 1995, Chenopodiaceae (part Chenopodium), Flora de Cabo Verde 14, pp. 9-13 : 10-11

publication ID

FlCaboVerde_Chenop_Chenopodium

DOI

https://doi.org/10.5281/zenodo.6280833

persistent identifier

https://treatment.plazi.org/id/9EA20C61-FE72-2554-BAB5-97B6EC72DA6F

treatment provided by

Donat

scientific name

Chenopodium murale L.
status

 

2. Chenopodium murale L. View in CoL ,

Sp. PL: 219 (1753). - A. Chevalier in Rev. Bot. Appi. Agric. Trop. 15: 1004 (1935). - A, Hansen & Sunding in Sommerfeltia 17: 86 (1993).

Erva anual até 110 cm de altura,erecta ou suberecta, robusta, geralmente muito ramificada, verde-escura, por vezes avermelhada, com pêlos vesiculares em particular nas partes mais jovens mas em regra pouco densos. Folhas com pecíolo até 5 cm e limbo até 9 x 6 cm, geralmente ovado-anguloso, acunheado na base, agudo a obtuso no ápice, irregularmente dentado na margem com dentes robustos, ascendentes e geralmente muito agudos. Inflorescências folhosas, terminais e nas axilas das folhas superiores, compostas de cimeiras bíparas até 5 cm longas. Flores com 1,0-1,5 mm de diâmetro, esverdeadas. Cálice com 5 segmentos conatos abaixo do meio, cuculados, obtusamente carenados a conspicuamente cristados próximo do ápice, papilosos externamente e nas margens hialinas. Estames 5, com filetes aplanados. Fruto com pericarpo persistente e muito difícil de separar da semente. Semente com 1,2-1,5 mm de diâmetro, lenticular, agudamente carenada, negra, brilhante; testa com pontuações arredondadas muito numerosas.

Santo Antão: Margens da ribeira de Fontaínhas, fl. & fr. 05.IV. 1956,Barbosa 7137 (CECV; LISC). São Vicente: entre Salamansa e Mindelo, próximo de Morbé, 280 m, fl. & fr. 09.XI.1990, Matos 6725-A ( LÍSC). Santa Luzia: Ilhéu Branco, 240 m, fl. & fr. 09.111.1968, Naurois s.n. (LISC). São Nicolau: a 3 km de Carriçaí, 250 m,fi. 29.1.1992, Matos & I Gomes 7016 (CECV; LISC). Sal: Espargos, Valado,12 m, fl. & fr. 30.111.1988, Matos 6375 (CECV; LISC). Boavista: fl. & fr_ 7-9.VII. 1934, A. Chevalier 45843 (P), Maio: Figueira da Horta, fr. 10.XI.1964, Malato-Beliz & Guerra 216 (CECV; LISC). Santiago: Serra da Malagueta, Chã Figueira, 800 m,fl. 18.1.1983,Barbosa, Matos & I. Silva 14252 (CECV; LISC). Fogo: entre Cova Matinho e Mosteiros, 200 m, fl. 04.XI.1983, Matos 5559 (CECV; LISC). Brava: Nova Sintra, fi. & fr, 02.IV.1982, Barbosa 13992 (CECV; LISC).

Cosmopolita, ruderal e nitròfila, muito frequente como infestante das culturas e em terrenos incultos e degradados.

N.V.: FEDEGOSA (Santo Antão,São Vicente, São Nicolau, Santiago, Fogo, Brava); PADJA-GOSA ou PALHA-GROSSA (Brava).

Utilidade: medicinal. "Quando se tem dores de cabeça, pila-se esta erva, mistura-se com clara de ovo e faz-se um emplastro sobre a testa, amarrando com um pano" (Santiago, Barbosa 9222). "Tira as dores; quando se está dorido de uma pancada, pila-se com sal e aplica-se na parte a curar; não se aplica nas feridas mas só nas pisaduras" (Fogo, Barbosa 6236).

Espécie muito próxima de C. album , distingue-se no entanto pela associação dos caracteres das folhas,lobos do cálice e das sementes. Os materiais vegetativos são de difícil separação.

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