Eburodacrys amabilis, Galileo & Martins, 2009

Galileo, Maria Helena M. & Martins, Ubirajara R., 2009, Novos Cerambycidae (Coleoptera) da coleção Odette Morvan, Kaw, Guiana Francesa. IV, Papéis Avulsos de Zoologia 49 (12), pp. 145-149: 145-146

publication ID

http://doi.org/ 10.1590/S0031-10492009001200001

persistent identifier

http://treatment.plazi.org/id/376987F9-FB0E-FFDA-FCCE-03D8FB81EE0B

treatment provided by

Carolina

scientific name

Eburodacrys amabilis
status

sp. nov.

Eburodacrys amabilis   sp. nov.

( Fig. 1 View FIGURAS 1‑3 )

Etimologia: Latim, amabilis   = agradável; alusivo ao seu habitus.

Cabeça avermelhada. Tubérculos anteníferos pretos. Genas acuminadas, muito curtas. Antenas alaranjadas atingem a ponta dos élitros no ápice do antenômero VIII (macho). Escapo nitidamente escavado na metade basal e algo alargado na base. Flagelômeros profundamente carenados. Pêlos internos do antenômero III pouco mais longos que a largura do artículo.

Protórax avermelhado com áreas pretas: tubérculos dorsais e áreas circundantes; espinhos laterais e áreas prolongadas para diante e para trás. Tubérculos pronotais e espinhos laterais do protórax mais longos que o pedicelo. Disco pronotal com rugas irregulares, menos em área lisa, central, situada pouco atrás dos tubérculos. Mesosterno sem tubérculos.

Élitros avermelhados na metade basal e mais alaranjados na metade apical. Cada um com três manchas ebúrneas: uma na base, grande e arredondada; duas pós-medianas, largas, a externa inicia-se pouco atrás da interna, ligeiramente emarginada na borda anterior e ultrapassa posteriormente a interna; as duas manchas em conjunto aproximam-se da sutura e da margem lateral. Áreas pretas: região posterior das manchas ebúrneas basais; largamente nas regiões anterior e posterior das manchas ebúrneas centrais; espinhos apicais e faixa oblíqua no ápice. Pontuação dos élitros grossa na metade basal e ausente na metade apical.

Face ventral do corpo avermelhada menos a base do primeiro urosternito, preta. Meso- e metafêmures longos com ápice e espinhos pretos; metafêmures alcançam a ponta dos élitros.

Dimensões, mm, holótipo macho: Comprimento total, 16,5; comprimento do protórax 3,6; maior largura do protórax, 4,3; comprimento do élitro, 11,5; largura umeral, 4,3.

Material-tipo: Holótipo macho, GUIANA FRAN- CESA   , Kaw (km 40), 17.VI.2005   , O. Morvan col., armadilha de Malaise (MZUSP).

Material adicional (no MNHN): GUIANA FRAN- CESA, Kaw (km 46, troçon 3), macho, 4.X.1986, F. & J.-P. Serais col., armadilha luminosa; Montagne de la Trinité, macho, 30.X.1991, J.-J. Briswalter col., armadilha luminosa; Piste de Saint-Elie (tronçon 1 = CD 21, km 15), fêmea, 27.   VII.1996, C. Brunot col., atraído pela luz; Saül ( Eaux Claires ), macho, 31.   V.1996, A. Berkov col., sob tronco em decomposição; 2 fêmeas, 22. VI.1996   e 6.VIII.1996, A. Berkov col., sob tronco em decomposição.

Discussão: Eburodacrys amabilis   sp. nov. pertence ao grupo de espécies com tubérculos dorsais do pronoto e espinhos laterais do protórax mais longos que o pedicelo, escapo subgloboso, largo na base e com sulco basal manifesto. Este grupo envolve E. sulfurifera Gounelle, 1909   , E. quadridens (Fabricius, 1801)   e E. megaspilota White, 1853   . Eburodacrys amabilis   sp. nov. separa-se de todas pelo padrão de colorido dos élitros. E. sulfurifera   é a única espécie dentre as mencionadas, em que a mancha ebúrnea pós-mediana externa não ultrapassa a pós-mediana interna, como em E. amabilis   . Difere de E. sulfurifera   pela presença de faixa preta anteapical nos élitros e pela mancha ebúrnea central-externa com entalhe.

CESA

Centre for Entomological Studies Ankara

VI

Mykotektet, National Veterinary Institute