Serdia inspersipes Stål, 1860

Fortes, Nora Denise Fortes de & Grazia, Jocélia, 2005, Revisão e análise cladística de Serdia Stål (Heteroptera, Pentatomidae, Pentatomini), Revista Brasileira de Entomologia 49 (3), pp. 294-339 : 323-324

publication ID

https://doi.org/ 10.1590/s0085-56262005000300002

publication LSID

lsid:zoobank.org:pub:8C5329B1-0191-48E9-A298-1622F95087EB

DOI

https://doi.org/10.5281/zenodo.8284842

persistent identifier

https://treatment.plazi.org/id/060F8787-783E-155B-2A23-F9E583F99A97

treatment provided by

Carolina

scientific name

Serdia inspersipes Stål, 1860
status

 

Serdia inspersipes Stål, 1860

( Figs. 4 View Figs , 21 View Figs , 41 View Figs , 60 View Figs , 75 View Figs , 89 View Figs , 97 View Figs , 117 View Figs )

Serdia inspersipes Stål, 1860: 26 (descrição); Stål 1872: 45 (redescrição, catálogo); Lethierry & Severin, 1893: 179 (catálogo).

Serdia (Serdia) inspersipes ; Kirkaldy, 1909: 141 (catálogo); Becker, 1967: 94 (redescrição, chave); Thomas & Rolston, 1985: 1166 (chave).

Macho. Medidas (n=6). Comprimentototal 11,8 (12,6-11,6) 0,1; larguraabdominal 6,8 (11,6-6,7) 0,2; comprimentodacabeça 2,2 (2,2-2,0) 0,02; largura da cabeça 2,8; comprimento dos artículos antenais I 0,7 (0,9-0,5) 0,1; II 0,4; III 1,5 (1,8-1,1) 0,3; IV 1,6 (2,2-1,3) 0,6; V 1,7; comprimentodopronoto 2,8 (2,9-2,5) 0,1; largura anterior do pronoto 3,3 (3,7-3,0) 0,2; largura posterior do pronoto 6,3 (6,8-6,0) 0,3 comprimento do escutelo 5,0 (5,4-4,9) 0,1; largura do escutelo 4,5 (4,0-3,7) 0,2.

Descrição. Forma arredondada, coloração castanho-escura a castanho-clara, com pontuações castanho-avermelhadas densas euniformementedistribuídas dorsalmente. Uma estreita linha vermelha acompanha as margens laterais do pronoto e conexivo dorsalmente e margens externas do abdome, ventralmente. Cabeça com ápice estreito, margem anteocular levemente sinuosa, jugas suavemente curvas e decliventes com as margens internas num plano bem mais baixo que as margens externas, ápice estreito e contíguo diante do clípeo, podendo deixar uma pequena fenda em “V”anteriormente ( Fig. 97 View Figs ). Primeiro artículo antenal não ultrapassando o ápice da cabeça, de coloração castanho a amarelado com pontuações castanho-escuras grosseiras e esparsas, 2 o ao 4 o enegrecidos, 5 o amarelado. Rostro atingindo o terço anteriordo metasterno. Pronoto com margens ântero-laterais crenuladas, sub-retilíneas e com uma linhavermelha submarginal acompanhando toda a margemdorsaleamargenslateraisda pleura. Ângulosumerais levemente arredondados e não desenvolvidos. Superfície enrrugada, densamente pontuada, pontuações castanhoescuras. Cicatrizes concolores. Escutelo com margem basal eventualmente com uma pequeníssima mancha central amarelada, margem apical sutilmente emarginada e delicadamente delineada de negro nas laterais. Superfície enrrugada com pontuações densas e uniformemente distribuídas. Hemiélitro com margem externa do cório emarginada. Região basal da costa sub-retilínea e crenulada, semelhante as margens-ântero laterais do pronoto, margem costal estreitamente amarelada a castanho-clara. Exocório e região apical do cório até a altura em que este toca o escutelo, densamente pontuada mais fino que o mesocório e o clavo. Uma linha de pontos acompanha externamente a veia radial e outra acompanhao freno internamente. Célula discal amarelada, em alguns inconspícua. Superfície torácica ventraldensamente pontuada, pontuações menores nas margens laterais e nas áreas evaporatórias meso e metapleurais, no restante as pontuações são maiores e mais grosseiras. Segmentos do conexivo exposto, superfície densamente pontuada, pontuações concolores na metade longitudinal externa dos segmentos 3 o a 6 o, 7 o com pontuações castanho-escuras tendendo a negra na margem apical. Uma linha avermelhada submarginal presente em todos os segmentos, contígua com a do pronoto. Ângulos póstero-laterais não apiculados do 3 o ao 6 o segmentos, 7 o apiculado e levemente escurecido. Superfície ventral do abdome densamente pontuada, pontuações castanhas Uma linha avermelhada acompanhatoda a margem externa do abdome. Espinho do 3 o segmento abdominal obtuso. Pernas de coloração castanho-claras a castanho-escuras, pontuações castanho-escuras, grosseiras, levemente mais densas nos fêmures e mais esparsas nas tíbias.

Genitália. Pigóforo de contorno subquadrangular, com pontuações castanho-escuras sobre a taça genital. Ângulos póstero-laterais elevados, moderadamente arredondados. Bordo dorsal côncavo com 1+1 processos apicais arredondados, junto aos ângulos póstero-laterais com ápices escurecidos e voltados para o interior da taça genital ( Fig. 4 View Figs ). Bordo ventral profundamente escavado em “U” mediano, margem sinuosa até a metade da escavação, metade basal espessada, folheto interno recurvo com uma série de estrias negras medianamente ( Fig. 21 View Figs ). Décimo segmento subquadrangular disposto perpendicularmente ao plano sagital, base ondulada e mais clara que o ápice ( Fig. 4 View Figs ). Parâmeros digitiformes, situados paralelamente ao plano sagital, deprimidos lateralmente, com duas projeções convergentes no terço basal, sendo a mais apical rugosa na face externa ea mais basalcom um tufode pêlos naface interna ( Fig. 41 View Figs ). Phallus: Vésica emtubo cilíndrico curto com 1/3 do comprimento da phallotheca e com 1 par de expansões laminares posteriores e um par de expansões laminares anteriores, menos volumosas, envolvendo 2/3 do ductus seminis distalis. Gonoporo secundário arredondado ( Fig. 60 View Figs ).

Fêmea semelhante ao macho. Medidas (n=30). Comprimentototal 13,3 (14,1-11,5) 0,3; larguraabdominal 7,1 (7,5-6,3) 0,1; comprimentodacabeça 2,0 (2,1-1,8) 0,07; largura da cabeça 2,7 (3,0-2,5) 0,08; comprimentodosartículos antenais I 0,6 (0,7-0,4) 0,09; II 0,4 (0,4-0,3) 0,06; III 1,3 (1,6-1,0) 0,1; IV 1,3 (1,6-1,1) 0,1; V 1,6 (1,8-1,2) 0,2; comprimentodopronoto 2,8 (3,0-2,5) 0,1; largura anterior do pronoto 3,1 (3,5-2,8) 0,08; largura posterior dopronoto 6,3 (6,7-5,8) 0,1 comprimento do escutelo 5,0 (5,5-4,3) 0,1; largura do escutelo 3,8 (4,2-3,5) 0,1.

Genitália. Superfície das placas genitais densamente pontuada. Sétimo segmento com margem posterior côncava sobre os gonocoxitos 8. Laterotergitos 8 subtriangulares, subigual em comprimento em relação aos laterotergitos 9, bordo posterior sub-retilíneo com um pequeno espinho mediano projetado posteriormente, uma faixa estreita avermelhada acompanha a margem apical do laterotergito, sendo que em alguns exemplares é inconspícua. Laterotergitos 9 subtriangulares, fortemente convergentes e encobrindo quase totalmente o 10 o segmento, ápice arredondado e sutilmente ultrapassando a banda que une dorsalmente os laterotergitos 8. Gonocoxitos 8 subquadrangulares com o dobro do comprimento dos laterotergitos 9, margem apical côncava, bordos suturais paralelos em toda a sua extensão ( Fig. 75 View Figs ). Gonapófise 9 com espessamento da íntima vaginal parcialmente esclerotizado em anel incompleto sobre o orificium receptaculi. Chitinellipsen situadas lateralmente ao espessamento da íntima vaginal. Comprimento do ductus receptaculi na região anterior a área vesicular quase o dobro do comprimento do ductus na regiãoposterior. Cristasanulares anterior e posterior convergentes, pars intermedialis ovalada. Capsula seminalis ovóide, com três dentes recurvos, digitiformes, dois ultrapassandoa crista anular anterior, todos surgindo da porção médio-basal ( Fig. 89 View Figs ).

Distribuição. Brasil: Minas Gerais, Riode Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarinae Rio Grandedo Sul.

Material examinado. Holótipo macho, com as etiquetas: a) Brazil; b) F. Sahlb; c) Type; d) Typus. ( NHRS) . Parátipo. BRASIL. Minas Gerais: Serra do Caraça, fêmea, 24-II a 03-III-1972, Exp. MZUSP ( MZSP) . BRASIL. Minas Gerais: Serra do Caraça, 4 fêmeas, s/ col. ( UFRG) ; Riode Janeiro: Itatiaia, 800m, fêmea, XII-1933, S. Lopes Est. Biológica ( MNRJ) ; Itatiaia, 700m, Est. Biologica , fêmea, col. J.F.Zikán no 101/2734 ( FIOC) ; Itatiaia, fêmea, 4-I-1950, W. Zikán ( MNRJ) ; Itatiaia, L. 411.300m, fêmea, 10-12-X-1950, no 2735, Trav. Albuquerque & Pearson ( FIOC) ; Maromba (Itatiaia), fêmea, 29-XII-1952, C. Leite, Seabra & Zikán ( MNRJ) ; Itatiaia, fêmea, 8-I-1964, col. J.F.Zikan no 2732 ( FIOC) ; Petrópolis, Le Vallon Alt. Mosélla , fêmea, 24-I a 23-II-1956, D’Albuquerque leg. ( MNRJ) ; Petrópolis, Le Vallon Alt. Mosélla , fêmea, s/ data, Spanhavery, ( MNRJ) ; São Paulo: Boracea, fêmea, XII-1946, no 2736, Travassos ( FIOC) ; Salesópolis, Est. Biol . Boracea, fêmea, 25-II-1963, F. Werner & H. Reichardt leg. ( MZSP) ; Salesópolis, Barueri , col. a luz, fêmea, 23-XII-1962, K. Lenko leg., ( MZSP) ; Cantareira, macho, 1914, coll. MRCN no 3563, E. Garbe leg. ( MCNZ) ; Osasco, fêmea, XII-1953, M.D’Andretta ( MZSP) ; São Paulo, macho, s/ data, Mráz L.G.T., Museu Pragence ( ZMBH) ; Paraná: Divisa Paraná com Santa Catarina, fêmea, XII-1974, Estrella leg. ( DZUP) ; Santa Catarina: São Bento do Sul ( Rio Vermelho ), macho e 2 fêmeas, 21-II-1974, Mielke leg., ( DZUP) ; São Bento do Sul ( Rio Vermelho ), 2 fêmeas, XII-1983, Exc. Dep. Zool., ( DZUP) ; Rio, Vermelho , fêmea, I-1952, Dirings , coll. Dirings no 632, s/col. ( MCNZ) ; Nova Teutônia, fêmea, 5-VII-1945, Fritz Plaumann ( DARC) ; Rio Grande do Sul: Torres, macho e 5 fêmeas, 15-XI-1974, coll. MRCN nos 8723, 8731, 8738, 8741, 8743, 8745, A. Lise leg.( MCNZ) ; São Francisco de Paula, Pró-Mata , macho, 21-XII-1997, C. Weirauch leg. ( UFRG) ; Praia de Atlântida, Osório , fêmea, 10-I-1982, J. Grazia leg., ( UFRG) .

Comentários. Margem apical do escutelo refletida é uma sinapomorfia para o grupo S. inspersipes + S. robusta +. A relação de grupos irmãos entre S. inspersipes e S. robusta é estabelecida por duas reversões, corpo de formato arredondado e gonocoxitos 8 com o dobro do comprimento dos laterotergitos 9. Difere desta e de todas as espécies do gênero pelos ângulos umerais do pronoto arredondados, não pronunciados e pela presença de uma linha vermelha junto as margens ântero-laterais do pronoto, margens laterais do conexivodorsalmente emargens lateraisdapleura edo abdome ventralmente.

NHRS

Sweden, Stockholm, Naturhistoriska riksmuseet

MZSP

Brazil, Sao Paulo, Sao Paulo, Museu de Zoologia da Universidade de Sao Paulo

UFRG

Brazil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Biologia

MNRJ

Brazil, Rio de Janeiro, Sao Cristovao, Universidade do Rio Janeiro, Museu Nacional

FIOC

Brazil, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Fundacao Instituto Oswaldo Cruz

MCNZ

Brazil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Museu de Ciencias Naturais da Fundacao Zoo-Botanica do Rio Grande do Sul

ZMBH

ZMBH

DZUP

Brazil, Parana, Curitiba, Universidade Federal do Parana, Museu de Entomologia Pe. Jesus Santiago Moure

NHRS

Swedish Museum of Natural History, Entomology Collections

MZSP

Sao Paulo, Museu de Zoologia da Universidade de Sao Paulo

UFRG

Instituto de Biologia

MNRJ

Museu Nacional/Universidade Federal de Rio de Janeiro

FIOC

Fundacao Instituto Oswaldo Cruz

MCNZ

Porto Alegre, Museu de Ciencias Naturais da Fundacao Zoo-Botanica do Rio Grande do Sul

DZUP

Universidade Federal do Parana, Colecao de Entomologia Pe. Jesus Santiago Moure

Kingdom

Animalia

Phylum

Arthropoda

Class

Insecta

Order

Hemiptera

Family

Pentatomidae

Genus

Serdia

Loc

Serdia inspersipes Stål, 1860

Fortes, Nora Denise Fortes de & Grazia, Jocélia 2005
2005
Loc

Serdia (Serdia) inspersipes

Thomas Jr., D. B. & L. H. Rolston 1985: 1166
Becker, M. 1967: 94
Kirkaldy, G. W. 1909: 141
1909
Loc

Serdia inspersipes Stål, 1860: 26

Lethierry, L. & G. Severin 1893: 179
Stal, C. 1872: 45
Stal, C. 1860: 26
1860
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