4.1. Bignonia corymbosa (Vent.) L.G. Lohmann, Nuevo Cat. Fl. Vasc. Venezuela 272. 2008.

(Fig. 6 F)

Liana, 2,0−3,0 m compr.; ramos cilíndricos, estriados, lenticelas presentes, densamente lepidotos; profilos das gemas axilares orbiculares, foliáceos. Folhas 2-folioladas, com o folíolo terminal geralmente modificado em gavinha simples, discos adesivos ausentes; pecíolo 1,8−2,1 cm compr.; peciólulos 0,5−0,8 cm compr.; folíolos concolores, cartáceos, elípticos, base arredondada a truncada, ápice atenuado, 6,9−7,7 × 3,1−3,6 cm, margem inteira, lepidotos em ambas faces. Inflorescência em cimeira, axilar, glabra. Cálice creme-esverdeado, coriáceo, espatáceo, partido lateralmente, 3,0 × 0,8 cm, pubescente, lepidoto, tricomas glandulares; corola rosa-clara, com guias de néctar rosa-escuras, membranácea, infundibuliforme, ca. 5,9 × 3,0 cm, externamente pubescente, tricomas glandulares; androceu com estames insertos, anteras ca. 0,3 cm compr., glabras, filetes maiores 1,7−1,9 cm compr., filetes menores 1,5−1,6 cm compr., estaminódio ca. 0,3 cm compr.; gineceu com ovário ca. 0,4 cm compr., liso, glabro, estilete ca. 3,1 cm compr.; disco nectarífero ausente. Fruto e sementes não vistos.

Distribuição: Bignonia corymbosa é amplamente distribuída pela região Neotropical, onde ocorre no Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Equador, Peru, Bolívia, Panamá, Costa Rica e Guatemala (Lohmann & Taylor 2014). No Brasil, ocorre em quase todo o território, na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica (Lohmann et al. 2020). Na Paraíba foi encontrada em MataAtlântica (Costa et al. 2019a).

Fenologia: Foi coletada com flores em junho.

Comentários taxonômicos: Bignonia corymbosa pode ser reconhecida pelos profilos das gemas axilares orbiculares, cálices espatáceos, creme-esverdeados e corolas rosa-clara com guias de néctar rosa-escuras.

Material examinado: BRAZIL. Paraíba: João Pessoa, 26.VI.1984, fl., E.S. Santana 28 (IPA) .