6.2 Dolichandra unguis-cati (L.) L.G. Lohmann, Nuevo Cat. Fl. Vasc. Venez. 273. 2008.

(Figuras 4 D e 6 M)

Liana, 1,0−4,0 m compr.; ramos cilíndricos, estriados, glabros, lenticelas abundantes; profilos das gemas axilares ovais, não foliáceos. Folhas 2-3-folioladas, com folíolo terminal geralmente modificado em gavinha trífidouncinada, discos adesivos ausentes; pecíolo 4,0− 4,5 cm compr.; peciólulos 1,2−2,2 cm compr.; folíolos concolores, cartáceos, ovados, base obtusa, ápice atenuado, 4,0−7,3 × 2,0−5,0 cm, margem inteira a serreada, glabros em ambas faces. Inflorescência em tirso, axilar, glabro. Cálice verde-claro, membranáceo, campanulado, truncado, 1,5−2,0 × 1,0− 1,4 cm, glabro; corola amarela, membranácea, infundibuliforme, 7,0−7,5 × 1,0− 1,3 cm, externamente glabra; androceu com estames insertos, anteras ca. 0,3 cm compr., glabras, filetes maiores 1,6−2,1 cm compr., filetes menores 0,7−1,2 cm compr., estaminódio ca. 0,5 cm compr.; gineceu com ovário ca. 0,3 cm compr., liso, glabro, estilete ca. 2,4 cm compr.; disco nectarífero anelar. Cápsula cartácea, 4 valvas, linear, achatada, base e ápice agudos, 20,3−40,4 × 0,3−0,5 cm, lisa, lenticelas esparsas, sem alas laterais, glabra; sementes não vistas.

Nome vulgar: Cipó-unha-de-gato.

Distribuição: Dolichandra unguis-cati distribui-se pelas florestas secas e úmidas desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina (Lohmann & Taylor 2014). No Brasil ocorre em todos os estados (Lohmann et al. 2020). Na Paraíba foi encontrada em Caatinga e Mata Atlântica (brejo de altitude).

Fenologia: Foi coletada com flores de novembro a janeiro.

Comentários taxonômicos: Dolichandra unguis-cati pode ser reconhecida pelos cálices campanulados, não apiculados e cápsulas lineares.

Material examinado: BRASIL. PARAÍBA: Alagoa Grande, 15.I.1994, fl., L.P. Félix 6358 (EAN); Guarabira, 30.XII.2013, fl., J.M.P. Cordeiro 165 (EAN); Puxinanã, 20.V.1992, fl., L.P. Félix 4977 (HST); São José dos Cordeiros, RPPN Fazenda Almas, 2.XI.2012, fl., J.L. Viana & J.R. Lima 225 (JPB).