Serdia robusta sp. nov.
(Figs. 5, 22, 76, 90, 107, 113)
Etimologia. Nome alusivo ao tamanho do corpo e da genitália.
Macho. Medidas (n=1). Comprimentototal 12,6; largura abdominal 6,5; comprimentodacabeça 2,1; larguradacabeça 2,1; comprimento dos artículos antenais I 0,5; II 0,4; III 1,6; IV1,5; V 1,8; comprimento do pronoto 2,8; largura anterior do pronoto 3,3; largura posterior do pronoto 6,3; comprimento do escutelo 4,7; largura do escutelo 3,7.
Forma arredondada, coloração castanho-claro a castanhoescuras, superfície densamente pontuadas dorsal (Fig. 13) e ventralmente.
Descrição. Cabeça com ápice estreito, margem anteocular levemente sinuosa, jugas justapostas apicalmente, pontuações castanho-escuras uniformemente distribuídas exceto na base próxima aos olhos, ocelos circundados na margem interna poruma pequenamancha castanho-escura de formasemi-circular. Primeiro artículo antenalnão ultrapassando o ápice da cabeça, coloração castanho-claro a amarelado com pontuações castanho-escuras grosseiras e esparsas, 2 o ao 4 o enegrecidos, e 5 o amarelado. Rostro não atingindo o ápice da carena metasternal. Pronoto com ângulos umerais levemente arredondados, não desenvolvidos, margensântero-laterais crenuladas e rasamente côncavas (Fig. 107), superfície do pronoto enrrugada com pontuações uniformemente densas, exceto no contorno do pronoto onde são menores. Cicatrizes castanho-escuras. Escutelo com margem basal apresentando uma pequeníssimamancha central amarelada, margem apical sutilmente emarginada e delicadamente delineada de negro nas laterais. Superfície enrrugada com pontuações densas e uniformemente distribuídas. Hemiélitro com margem externa emarginada, pontuações moderadamente densas, menores acompanhando as margens externasaté o limite da veia radial e próximos aos ângulos apicais, maiores no restante; uma linha de pontos acompanha externamente a veia radial e outra acompanha o freno internamente. Célula discal amarelada, em alguns inconspícua. Superfície torácica ventral densamente pontuada, pontuações menores no terço lateral externo da pro, meso e metapleura; norestante as pontuaçõessão maiores e mais grosseiras. Segmentos do conexivo expostos, superfície densamente pontuada, pontuações concolores no 3 o segmento, castanho-escuras na metade interna dos segmentos 4 o a 6 o, 7 o segmento com pontuações castanho-escuras em quase todo o segmento, exceto na margem lateral externa. Ângulos póstero-laterais apiculados e enegrecidos principalmente no 6 o e 7 o segmentos. Superfície ventral do abdome densamente pontuada, pontuações castanho-claras. Espinho do 3 o segmento abdominal obtuso (Fig. 113). Pernas castanho-claras a castanho-escuras, pontuações castanho-escuras maiores e mais densas nos fêmures, levemente menores e mais esparsas nas tíbias, tarsos castanho-claros.
Genitália. Pigóforo em forma de sino, alargado posteriormente, taça genitalamplamente aberta, ventralmente com pontuações castanho-escuras uniformemente distribuídas. Ângulos póstero-laterais abertos com ápice formando um “V” levemente aberto. Bordo dorsal sinuoso delineado de negro e com 2+2 projeções medianas, uma lateral e uma basal. Aprojeção lateral é enegrecida, de formato subtriangular com ápice voltadopara os parâmeros. Aprojeção basal é larga, subtriangular, disposta lateralmente ao 10 o segmento com superfície apical escurecida e voltada posteriormente. Entre as projeções basais o bordo dorsal é semi-ovalado. Parede da taça genital enegrecida e espessada, formando 1+1 abas dispostas lateralmente a base do 10 o segmento (Fig. 5). Bordo ventral sinuoso, com um par de projeções medianas, elevadas posteriormente, face interna inteiramente estriada eescurecida (Fig. 22). Décimo segmento subquadrangular com base arredondada, ápice subquadrangular, escurecido, marginado com longos pêlos e disposto perpendicularmente ao plano sagital (Fig. 5). Parâmeros subcilíndricos, deprimidos lateralmente e de contorno escurecido, dispostos perpendicularmente ao plano sagital.
Fêmea semelhanteao macho. Medidas (n=7). comprimento total 16,6 (16,9-15,4) 0,4; larguraabdominal 8,16 (8,7-7,3) 0,3; comprimentodacabeça 2,4 (2,5-2,3) 0,05; larguradacabeça 3,3 (3,3-3,1) 0,04; comprimento dos artículos antenais I 0,8 (0,8- 0,7) 0,04; II 0,4 (0,6-0,4) 0,1; III 1,9 (1,9-1,8) 0,05; IV 1,6 (1,8-1,5) 0,1; V falta; comprimento do pronoto 3,4 (3,7-3,3) 0,09; largura anterior do pronoto 3,7 (3,8-3,7) 0,04; largura posterior do pronoto 7,4 (7,5-7,2) 0,09; comprimento do escutelo 5,9 (6,2- 5,5) 0,1; largura do escutelo 8,1 (8,7-7,3) 0,04.
Genitália. Superfície das placas genitais densamente pontuada, pontuações ferrugíneas a castanho-claras uniformemente distribuídas. Sétimo segmento com margem posterior côncava sobre os gonocoxitos 8. Laterotergitos 8 subtriangulares, subiguais em comprimento aos laterotergitos 9, bordo posterior sub-retilíneo com um pequeno espinho projetado medianamente. Laterotergitos 9 subtriangulares, ápice arredondado e ultrapassando sutilmente a banda que une dorsalmente os laterotergitos 8. Gonocoxitos 8 largos, subquadrangulares, com cerca do dobro do comprimento dos laterotergitos 9; fortemente convexos com ápice direcionado para a vista dorsal, bordos suturais paralelos em quase toda sua extensão, divergindo no terço posterior em forma de um pequeno “V” aberto. Metade interna dos gonocoxitos 8 com uma grande mancha castanho-escura (Fig. 76). Gonapófises 9 com espessamento da íntima vaginal esclerotizado em anel incompleto. Chitinellipsen situadas lateralmente ao espessamento da íntima vaginal. Comprimento do ductus receptaculi na região anterior a área vesicular aproximadamente igualaregião posterioramesma área. Cristas anulares anterior e posterior convergentes, pars intermedialis globosa. Capsula seminalis globóide comtrês dentes recurvos de mesmo tamanho, um deles bifurcado apicalmente, todos surgindona porção médio-basal e ultrapassando a crista anular anterior em metade doseu comprimento (Fig. 90).
Distribuição. Brasil: Riode Janeiro, São Paulo, Santa Catarinae Rio Grandedo Sul.
Holótipo macho. BRASIL. Riode Janeiro: Itatiaia, 700m, 27-X-1943, col. J.F. Zikan (FIOC) . Parátipos: fêmea, BRASIL: São Paulo: Salesópolis, Est. Biol . Boracea, 12-II-1963, L. Silva & H. Reichardt leg. (MZSP) ; 2 fêmeas, Santo Amaro, Faz. Curucucu, II-1950, H. Camargo (MACN) ; Santa Catarina: fêmea, Brusque, XII-1957, Coleção J. Lane (MZSP); Rio Grandedo Sul: 3 fêmeas, Torres, 15-XI-1974, col MRCN nos 8729, 8735, 8736, A. Lise leg. (MCNZ) .
Comentários. S. robusta é grupo-irmão de S. inspersipes . Difere desta e de todas as espécies do gênero, morfologicamente, nos machos, pelo pigóforo em formato de sino e com taça genital amplamente aberta; nas fêmeas, pelo formato largo dos gonocoxitos 8, com cerca do dobro do comprimento dos laterotergitos 9 e fortemente convexos.