Antiteuchus tesselatus, Westwood, 1837

Fernandes, José Antônio Marin & Grazia, Jocélia, 2006, Revisão do gênero Antiteuchus Dallas (Heteroptera, Pentatomidae, Discocephalinae), Revista Brasileira de Entomologia 50 (2), pp. 165-231 : 201-203

publication ID

https://doi.org/ 10.1590/S0085-56262006000200004

DOI

https://doi.org/10.5281/zenodo.4339919

persistent identifier

https://treatment.plazi.org/id/5B3B87A9-FFD0-FFCA-FEF4-A6F751340075

treatment provided by

Carolina

scientific name

Antiteuchus tesselatus
status

 

Grupo A. tesselatus

( Figs. 161–181 View Figs View Figs View Figs , 305 View Fig )

Corpo ovalado, achatado dorso-ventralmente, amarelo a amarelo-escuro e brilhante. Pontuação distribuída em linhas sinuosas transversais, principalmente sobre pronoto e escutelo, ou formando agrupamentos irregulares, principalmente sobre o hemiélitro. Os pontos são recobertos por faixas castanhas a negras dando ao corpo um aspecto variegado.

Disco pronotal com manchas escuras entremeadas por manchas amarelas. Hemiélitro com ápice atingindo a metade posterior do conexivo VII; pontuação irregularmente distribuída, formando dois grandes agrupamentos laterais à linha mediana transversal e outros menores dispersos sobre toda superfície. Estes agrupamentos de pontos são recobertos por manchas castanho-escuras. Escutelo com ápice arredondado e atingindo a metade distal do urotergito VII; possuiuma mancha, variávelem tamanho, castanhaacastanhoescura localizada no 1/3 basal, entremeada por áreas amarelas. Ventralmenteo tórax éamarelo com manchas escuras. Margem externa do pronoto ventral sem pontuação e com manchas mais claras que no restante. Área evaporatória castanho-clara. Ruga ostiolar amarelo-pálida. Mesoe metapleura com um calo amarelo-pálido. Pernas amarelas a castanho-claras com manchas escuras nos fêmures e tíbias. Pêlos das tíbias com comprimento menor que o diâmetro do segmento. Coloração dorsal do abdome castanha com margem castanho-escura. Face ventral amarela recoberta por manchas castanho-claras que diminuem de densidade da margem lateral para região mediana.

Uma linha imaginária tangente à margem posterior do conexivo VII, não secciona o ângulo póstero-lateral do urotergito VII. Urotergito VII com um par de projeções triangulares laterais ao processo mediano, sem impressões ou processos espessados na margem. Processo mediano do urotergito VII com parte livre curta, estreita, muito convexa transversalmente, retaedirigida póstero-ventralmente, ápice expandido, margem posterior inteira, curvada ventralmente e sem uma lígula membranosa. Membrana desenvolvida, sem pêlos, estendendo-se por todosegmento ecom uma áreaescura emcada 1/3 lateral. Margemposteriorda membranacoincidindo com o final do processo (figs. 161, 168, 171).

Pigóforo com um grupo de pêlos curtos na lateral, junto ao ângulopóstero-lateral. Processolátero-dorsal desenvolvido, arredondado e não fundido à base do ângulo póstero-lateral do pigóforo (figs. 164, 171, 178). Bordo dorsal sem áreas intumescidas laterais ao segmento X. Bordo dorsal com expansões dentiformes, laterais ao segmento X, não projetadas em direçãoaos tubérculosdeste (figs. 162, 169, 176). Diafragma sem processos membranosos. Bordo ventral estreito e com a margem levemente dobrada posteriormente. Sobrea superfície ventral ocorrem duas grandes áreas intumescidas, localizadas junto aosângulos póstero-laterais dopigóforo (fig. 163); entre elas ocorre uma pequena concavidade sem uma área elevada central e recoberta por pêlos esparsos. Em vista dorsal é possível ver que o bordo ventral avança anteriormente sobre a taça genital, fundindo-se a base de cada ângulo pósterolateral do pigóforo e apresentando uma superfície plana ou levemente ondulada (figs. 162, 176). Ângulo póstero-lateral do pigóforo ogival, em vista lateral, em tornode 1,5 vezes mais longo que largo, em vista lateral, levemente achatado lateralmente, reto, paralelo ao outro processo e sem carenas ou tubérculos (fig. 164, 171, 178). Face externa levemente convexa, com poucos pontos recobertos por manchas castanhas e vários sulcos longitudinais. Ângulo pouco mais longo que a área esclerotizada do segmento Xe implantado no plano longitudinal do pigóforo.

Parâmero apresentando acabeça perpendicularao seu eixo longitudinal. Cabeça composta por 4 lobos: dorsal, lateral externo, lateral interno e ventral. Lobo dorsal doparâmero (ld) projetado ventralmente formando uma área curvada, sinuosa e que atinge ou ultrapassa o nível dos lobos ventral (lv) e lateral externo (le), em vista posterior (figs. 166, 180). Lobo lateral interno (li) curvado eprojetado ventralmente emdireção ao segmento X, sendo completamente encoberto pelo lobo dorsal emvistaposterior (figs. 165-167). Margem lateral interna do lobo dorsal sem carenas.

Segmento X globoso, recoberto por pêlos esparsos na face posterior, tubérculos e margem ventral; sem áreas dorsolaterais intumescidas. Tubérculos bem desenvolvidos, digitiformes, levemente achatados, dirigidos posteriormente, implantados obliquamente sobre o segmento X. Face posterior plana, muito inclinada quase perpendicular ao plano frontal do pigóforo e sem área intumescida na extremidade posterior; carenas laterais pouco desenvolvidas, convergentes em direção a base; sem crista mediana ou área intumescida junto a base (figs. 162, 169, 176). Área membranosa terminando entre os tubérculos.

Comentários: Este grupo é composto portrês espécies: A. tesselatus , A. marini sp. nov. e A. simulatus sp. nov., tendo como características diagnósticas a margem do urotergito VII com um par de projeções triangulares laterais ao processo mediano; superfície ventral com um par de áreasintumescidas juntoa cada ângulo póstero-lateral do pigóforo e bordo ventral (fig. 163); bordo ventral avançandoanteriormente sobre ataça genital, fundindo-se a base de cada ângulo póstero-lateral do pigóforo e apresentando uma superfície plana ou levemente ondulada, em vista dorsal; ângulopóstero-lateral do pigóforo curto, cercade 1,5 vezesmais longo que largo, em vista lateral, reto, com ápice levemente intumescido e sem carenas ou tubérculos; forma curvada e projetada do lobo dorsal do parâmero que recobreo lobo lateral interno emvista posterior; lobo ventral do parâmero longo, curvado lateralmente e achatado; segmento X globoso, recoberto por pêlos esparsos e sem crista mediana.

Chave deidentificaçãopara os machosdas espéciesdo grupo A. tesselatus

1. Face dorsal do ângulo póstero-lateral do pigóforo com uma prega. Lobo ventral do parâmero curto e reto (figs. 162, 166) .........………….................. A. tesselatus

Face dorsal do ângulo póstero-lateral do pigóforo sem prega e com um sulco longitudinal. Lobo ventral do parâmerolongo ecurvadolateralmente (figs. 174, 176) ......................................................................................... 2

2(1). Processo mediano do urotergito VII plano. Projeção ventral do lobo dorsal do parâmero estreita e não ultrapassando o lobo ventral em vista posterior (figs. 173) ...................................................... A. marini sp. nov.

Processo medianodo urotergito VIIfortemente convexo transversalmente. Projeção ventral do lobo dorsal do parâmero larga e ultrapassando muito o lobo ventral em vista posterior (figs. 180) ..... A. simulatus sp. nov.

Kingdom

Animalia

Phylum

Arthropoda

Class

Insecta

Order

Hemiptera

Family

Pentatomidae

Genus

Antiteuchus

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