Edessa brasiliensis,

Ely e Silva, Eduardo J., Fernandes, José A. M. & Grazia, Jocélia, 2006, Caracterização do grupo Edessa rufomarginata e descrição de sete novas espécies (Heteroptera, Pentatomidae, Edessinae), Iheringia, Sér. Zool. 96 (3), pp. 345-362: 351-353

publication ID

http://doi.org/ 10.1590/S0073-47212006000300012

persistent identifier

http://treatment.plazi.org/id/03E687C2-4A25-FF8F-FC25-66E0FE4A0647

treatment provided by

Valdenar

scientific name

Edessa brasiliensis
status

sp. nov.

Edessa brasiliensis  sp. nov.

( Figs. 9View Figs, 21View Figs, 34, 35View Figs, 47View Figs)

Etimologia. Epíteto alusivoa Brasília, município de procedência de parte do material-tipo.

Descrição. Comprimento 11,2-13,4; largura 5,9-7,7, corpo ovalado ( Fig. 9View Figs). Face dorsal verde no pronoto, escutelo e conexivo, cório castanho; face ventral verde; pernas e antenas alaranjadas. Jugas com pequenos sulcos transversais e pontuadas, arredondadas e curvadas ventralmente no ápice. Tubérculos anteníferos com dente reduzido; primeiro e segundo antenômeros subiguais, terceiro o dobro do segundo, quarto maior que o terceiro e menor que o quinto. Rostro atingindo a primeirabifurcação do processodo metasterno; primeiro segmento do mesmo comprimento do que as búculas; segundo segmento maior que o terceiro e este maior que o quarto. Búculas paralelas, não-inclinadas e estreitas. Pronoto declivente, levemente rugoso, com pontuação clara e cicatrizes subcalosas não-pontuadas. Ângulos umerais não-desenvolvidos. Ângulos ântero-laterais com um pequeno dente inconspícuo. Margem ântero-lateral reta, íntegra, pouco sulcada e emarginada. Superfície ventral com pontuação castanho-clara. Escutelo com ápiceafilado epontuação clara, fina. Cório castanho, veias sem diferença de coloração e margem costal castanhoclara, apresentando pontuação escura grosseira. Membrana do hemiélitro brilhante, castanho-escura. Mesosterno com carena mediana reduzida, elevada apenas na metade anterior. Processo metasternal mais longoque largoe piloso nas margens; bifurcação anterior divergente e com os ápices evanescentes, atingindo o terço posterior do mesosterno, acomodando o quarto segmento do rostro. Área evaporatória rugosa, fosca e com a mesma cor da face ventral; peritrema ostiolar atingindo 3/5 da largura da metapleura. Abdome apresentando conexivo com pontuação fina. Ângulos póstero-laterais do conexivo e ângulos posteriores do sétimo segmento agudos e não-desenvolvidos. Face dorsal do abdome castanho-escura; superfície ventral ligeiramente rugosa. Tricobótrios externos à linha dos espiráculos do terceiro ao sexto segmentos, no sétimo um tricobótrio na linha e o outro externo ao espiráculo.

Genitália do macho ( Fig. 21View Figs). Pigóforo retangular em vista dorsal, com abertura dorso-posterior; sem pilosidade na taça genital; ângulos póstero-laterais arredondados; bordo ventral recurvado em direção à abertura do pigóforo; superfície ventral com pontuação esparsa e sulcosna metade posterior. Cabeçado parâmero com duas projeções: uma externa afilada, alongada e recurvada e outra interna, reduzida eretangular ( Fig. 34View Figs); face anterior escura e de textura diferenciada, face posterior lisa. Processo da taça genital reduzido, de formato irregular, com uma depressão na face superior ( Fig. 35View Figs). Décimo segmento cilíndrico, com margem posterior não-projetada e sem sulcos; face posterior fortemente declivente e lisa.

Genitália dafêmea ( Fig. 47View Figs). Gonocoxitos 8 pilosos, pontuados e no mesmo plano que as demais placas genitais; bordo posterior em arco levemente sinuoso; bordo sutural com recorte no terçoposterior. Gonocoxitos 9 pilosos, não-pontuados, trapezoidais, convexos, sem carena mediana e bordo posterior em “v”. Laterotergitos 8 não-pontuados, com projeções curtas subiguais aos laterotergitos 9. Laterotergitos 9 afilados, não-pontuados e mal ultrapassando a banda que une dorsalmente os laterotergitos 8. Décimo segmento convexo e levemente estriado.

Distribuição. Brasil (Pará, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso).

Material-tipo. Holótipo, BRASIL, Distrito Federal: Brasília, XII.1961, H. S. Lopes col. ( MCNZ)  . Parátipos: BRASIL, Pará: Benevides (estrada PA 408 Km 6),, 10-XI-1980, R. Neto col. ( MPEG)  ; Mato Grosso: Chapada [ dos Guimarães ],,, 15°26’S, 55°45’W, 1882-1884, H. Smith col. ( CMNH)GoogleMaps  ; estrada Cuiabá-Poconé Km 81 , 15-II-1985, M. Zanuto col., ( MPEG)  ; Goiás: Fazenda Paraíso , 8-II-1962, J. & B. Bechyné col., ( MPEG)  ; 9-II-1962, ( MPEG)  ; Distrito Federal: Brasília ,, VII.1960, H. S. Lopes col. ( UFRG)  ; 2, IX.1960, A. Guimarães col. ( UFRG)  ;, I.1961, H. S. Lopes col. ( RMNH)  ;, XII.1961, H. S. Lopes col. ( UFRG)  .

Discussão. Edessa brasiliensis  sp. nov. se diferencia das demais espécies do grupo Edessa rufomarginata  por apresentar cabeça do parâmero com duas projeções, uma externa afilada, alongada e recurvada e outra interna, reduzida e retangular; processo da taça genital reduzido, em formato de bastão, plano na extremidade; décimo segmento com a face posterior fortemente declivente e lisa; bordo posterior dos gonocoxitos 8 em arco levemente sinuoso e bordo sutural com recorte no terço posterior; gonocoxitos 9 com o bordo posterior em “v”.

MCNZ

Brazil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Museu de Ciencias Naturais da Fundacao Zoo-Botanica do Rio Grande do Sul

MPEG

Brazil, Para, Belem, Museu Paraense Emilio Goeldi

CMNH

USA, Pennsylvania, Pittsburgh, Carnegie Museum of Natural History

UFRG

Brazil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Biologia

RMNH

Netherlands, Leiden, Nationaal Natuurhistorische Museum ("Naturalis") [formerly Rijksmuseum van Natuurlijke Historie]

MCNZ

Porto Alegre, Museu de Ciencias Naturais da Fundacao Zoo-Botanica do Rio Grande do Sul

MPEG

Museu Paraense Emilio Goeldi

CMNH

The Cleveland Museum of Natural History

UFRG

Instituto de Biologia

RMNH

National Museum of Natural History, Naturalis

Kingdom

Animalia

Phylum

Arthropoda

Class

Insecta

Order

Hemiptera

Family

Pentatomidae

Genus

Edessa